O Outro em mim tem muitos nomes: é memória, desejo, silêncio e surpresa. Veste-se de tesão, de manha e de tática; habita o fremir e o pegar da mão. Nomear esse Outro é aceitar todas as roupas que ele me incute. Hoje, o nome dele é amor.
Mio Diavolo
quinta-feira, 2 de julho de 2026
sábado, 13 de junho de 2026
Estou diante de um dilema. Dilema são deliciosos. Eles implicam em decisões opostas e puramente provocantes. Eis um exemplo para o dia dos namorados: vc ama perdidamente seu par mas precisa decidir se precisa salva-lo ou salvar os passageiros de um trem descontrolado. Taquicardia, febre, tremores ligeiros e perceptíveis entregam que vc está prestes a tomar a decisão. E a Inteligência Artificial (IA) adverte: dilemas não servem para tomar decisões, servem apenas para pensar a respeito e ensaiar mentalmente todas as respostas ao dilema. Puta que pariu. Poderia ser simples se não fosse a pessoa mais importante da minha vida e a vida de um grupo de pessoas desconhecidas. Hoje a decisão seria inclinada a pessoa amada. Todo o sistema ocidental está alicerçada no individualismo. É fácil escolher a pessoa que ama. No entanto vc viveria com a consciência da morte de um grupo de pessoas no resto dos seus dias ?
Se sim então estamos liberando a hipocrisia já que o direito à vida é sagrado e defensável em todas as esferas da vida quotidiana.
Se não estamos migrando para um sistema onde os mais fortes e preparados sobrevivem (a falácia do darwinismo social) e outro não importa.
No entanto existe uma forma de individualismo mais grave e intensa: o egoísmo individualista. Nessa equação o outro não é considerado em qualquer análise. Nessa perspectiva o Outro é avaliado e analisado a partir daquele que superou a si mesmo e enfrenta todos os desafios sozinho. É isso que o egoísta individualista pensa do Outro: que ele faça a mesma coisa que o egoísta faz. Superar.
Resultado: solitude.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Aborto, Alterações Físicas, Drogas, Sadomasoquismo...ou o que faço meu corpo é problema meu!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Qualidade na produção acadêmica ? Pra quê ?
Em uma roda de amigos da
universidade os integrantes acertam detalhes sobre trabalhos acadêmicos.
Conversa vai, conversa vem, um dos acadêmicos largou a frase: - Não farei um trabalho crítico. Falarei
apenas quais os conceitos que estão no texto. Só. Em ambiente democrático esta frase significa
que a pessoa fez uma escolha. Esta frase por si só demonstra método, coerência
e uma maneira de abordar o texto acadêmico.
Respeitemos. Logo em seguida a enunciação da frase outro acadêmico salta
e diz: - Farei um texto crítico, com a
intenção de buscar entender o que está sendo debatido, pinçando os principais
conceitos, origem e tal. Não posso fazer um trabalho descritivo. Silêncio
no ar. Os acadêmicos se olharam. Esperava-se o inicio de uma disputa, um disputatio. Mas os interlocutores antagônicos calaram-se.
Não derem seguimento, não apresentaram suas razões. 
