sábado, 13 de junho de 2026

Estou diante de um dilema. Dilema são deliciosos. Eles implicam em decisões opostas e puramente provocantes. Eis um exemplo para o dia dos namorados: vc ama perdidamente seu par mas precisa decidir se precisa  salva-lo  ou salvar os passageiros de um trem descontrolado. Taquicardia, febre, tremores ligeiros e perceptíveis entregam que vc está prestes a tomar a decisão.  E a Inteligência Artificial (IA) adverte: dilemas não servem para tomar decisões, servem apenas para pensar a respeito e ensaiar mentalmente todas as respostas ao dilema. Puta que pariu. Poderia ser simples se não fosse a pessoa mais importante da minha vida e a vida de um grupo de pessoas desconhecidas. Hoje a decisão seria inclinada a pessoa amada. Todo o sistema ocidental está alicerçada no individualismo. É fácil escolher a pessoa que ama. No entanto vc viveria com a consciência da morte de um grupo de pessoas no resto dos seus dias ?

Se sim então estamos liberando a hipocrisia já que o direito à vida é sagrado e defensável em todas as esferas da vida quotidiana. 

Se não estamos migrando para um sistema onde os mais fortes e preparados sobrevivem (a falácia do darwinismo social) e  outro não importa.

No entanto existe uma forma de  individualismo mais grave  e intensa: o egoísmo individualista. Nessa equação o outro não é considerado em qualquer análise.  Nessa perspectiva o Outro é avaliado e analisado a partir daquele que superou a si mesmo e enfrenta todos os desafios sozinho. É isso que o egoísta individualista pensa do Outro: que ele faça a mesma coisa que o egoísta faz. Superar.

 Resultado: solitude.

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